O que está em jogo

Seiscentos e sessenta e cinco milhões de reais. Este número é o que o mercado de patrocínio esportivo no Brasil movimentou em 2013. Já somos mais de 200 milhões de brasileiros. Por esses números, é inegável questionar: o Futebol é paixão nacional.

Em ano de Copa do Mundo, o assunto está cada vez mais em pauta. Ontem, 17 de maio, em Belo Horizonte, uma das cidades-sede da Copa 2014, o jornalista e escritor Sebastião Martins lançou o livro “Mineirão”, pela coleção BH. A Cidade de Cada Um, da Conceito Editorial, trazendo histórias sobre o estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, inaugurado em 1965.

A coleção “BH. Cidade de Cada Um”, projeto dos jornalistas José Eduardo Gonçalves e Sílvia Rubião, reúne uma coletânea de livros que retratam com memória afetiva histórias sobre Belo Horizonte, cada um com seus elementos, peculiaridades e crônicas. “Mineirão” é o 25º título da série, no qual Tião Martins conta sobre o primeiro jogo, as histórias dos bastidores, a origem do apelido “O Gigante da Pampulha”, e a transformação de Belo Horizonte em uma metrópole após a inauguração do estádio. Atualmente, o Mineirão tem capacidade para 62.170 pessoas. Desde a sua inauguração, já foram realizados mais de 3.380 jogos com mais de 9.300 gols (até junho de 2010).

mineirão

O cotidiano do futebol brasileiro é intenso. Em janeiro, iniciam-se os campeonatos locais em todos os estados. Ainda no primeiro semestre, o país acompanha as disputas da Copa do Brasil e da Libertadores da América, além do Campeonato Brasileiro, este último, estendendo-se até dezembro. Fora a participação no Mundial de Clubes da Fifa, que eventualmente tem participação de clubes brasileiros (somente seis times daqui possuem esse título: Corinthians, Inter, São Paulo, Grêmio, Flamengo e Santos).

No Brasil, respira-se futebol praticamente todos os dias. Ele é palco de glórias e alegrias, mas também de tragédias e tristezas. A violência no futebol tornou-se tema recorrente. Algumas medidas foram adotadas para mitigar o problema. A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que fixa pena de um a dois anos de prisão para quem promover tumulto ou incitar violência, há exigência de cadastro atualizado para integrantes de torcidas organizadas, alguns jogos contam com torcida única, etc.

JOGADA

Segundo estudo do sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universo, Maurício Murad, baseado em dados fornecidos pela imprensa das principais cidades do país entre 1999 e 2008, o Brasil lidera o ranking de mortes em confrontos no futebol. Com um detalhe:  “cresceu a violência no futebol porque cresceu a violência no país. E cresceu a violência no país porque a impunidade e a corrupção são cada vez maiores”. E assim vai. Até quando?

O futebol não deveria apresentar esse cenário trágico.  Carecemos de soluções efetivas para que o estádio, palco de espetáculos, volte a ser um ambiente familiar, para que pais e filhos possam compartilhar a emoção de ver o seu craque jogando. Para que ele represente apenas aquilo que tem de melhor: a energia, a vibração, a alegria, a união e o grito de gol.

 

paisefilhosnoestadio

Fontes: Estadão, IBGE, SOUBH, Globo Esporte, Minas Arena, Minas Premium, Esporte UOL

Foto 1 – Fonte Wikipedia

Foto 2 – Fonte verdinha.com.br

Foto 3 – Fonte Globo Esporte

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