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Feliz Ano Novo!

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Feliz Ano Novo! É isso mesmo que você leu: Feliz Ano Novo! Se o seu ano ainda não começou, ele começará agora! Algumas pessoas iniciam seus planos e projetos somente após o carnaval. E mesmo sabendo que o carnaval já passou faz duas semanas, sei o quanto é difícil sair da inércia e movimentar-se, então talvez você tenha postergado o início do seu ano. Afinal, quem quer começar um projeto novo logo na última semana do mês? Ainda mais depois do carnaval, que preguiça… Que venha logo o próximo mês para vivermos! Mas aí passa mês, passa ano e cá está você em janeiro novamente fazendo promessas de que o ano que está por vir será diferente. “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein).

Nessa brincadeira, já estamos em março, terceiro mês do ano. Quantos projetos você já deixou de cumprir em apenas dois meses? Não se sinta ofendido e saiba que você não está sozinho. O ser humano tem mania de postergar as coisas. O problema é que se adia tanto para começar um projeto, que a vida passa num piscar de olhos e quando você se dá conta, pode não ter feito nada do que havia planejado. “Adie por um dia, e dez dias passarão” (Provérbio Coreano).

Então eu repito: Feliz Ano Novo! Feliz dia novo! Feliz mês novo, semana nova! Feliz corte de cabelo novo! Feliz celular que você tanto queria! Feliz livro que finalmente saiu da estante! Feliz corrida na rua! Feliz armário que foi arrumado! Feliz encontro com os amigos! Feliz família que conseguiu te tirar da frente do computador para um almoço! O ano começa para você em qualquer dia, qualquer data, pode começar numa segunda ou numa sexta-feira. Ele começa quando você se dá conta que já perdeu tempo demais adiando sua felicidade! E não há dia nem hora marcados para ser feliz.

Projetos não foram feitos para ficarem somente no papel. Sonhos foram feitos para se tornarem realidade. E a vida, para ser vivida intensamente! O que você está esperando? Feliz Ano Novo!

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Nos altos e baixos desta roda gigante

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Você está lá no alto, parece que suas mãos podem tocar as nuvens, o céu, o sol, as estrelas, o infinito. Seus pés não tocam o chão, você se sente leve, livre, solto. Sente o vento batendo em seu rosto e um arrepio no olhar. Você se sente invencível. Intocável. Chega até a duvidar por alguns segundos desta sensação de plenitude. Você chegou ao topo, ao auge, tudo parece perfeito. Até que a roda da vida começa a girar e, de repente, você é arremessado contra o chão, em uma velocidade tão grande que é difícil assimilar.

“Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra;
os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos” (Eclesiastes 9:11).

Em segundos, tudo muda, você se sente perdido, sem rumo, sem respostas. Qual é mesmo o caminho? Será que existe caminho? Surge a dor, o medo, a frustração… Parece que uma onda gigante vai te engolir e você vai se afogar e se perder na imensidão do mar. Você não consegue abrir os olhos e nem sabe se ainda está vivo. Mas eu digo que você está e que a tempestade irá passar.

Dê tempo ao tempo. Nada é definitivo a não ser que a sua roda pare de girar. E enquanto você estiver vivo, ela continuará neste ciclo de altos e baixos, intensa e grandiosa. É preciso ter calma, paciência, perseverança, positivismo. Sempre surgem novos ciclos, novos ventos, quem sabe até novas rodas

É preciso se manter forte, íntegro e humilde para aprender tudo que a vida tem a lhe ensinar. E você só consegue dar valor quando está lá em cima, se algum dia já esteve por baixo. Porque todos os vencedores já foram perdedores, e as conquistas só chegam depois das derrotas. Com cada queda você se torna mais sábio e a sabedoria vai diminuindo a dor.

Viver não é fácil. E a vida é para quem luta, persiste e enfrenta. Porque, quando você menos esperar, a sua roda irá girar novamente. E neste exato momento, eu “estou balançando as pernas, esperando pacientemente que ela faça a sua volta”.

“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã. Mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem (…) Quem acredita sempre alcança” (Renato Russo).

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Pela primeira vez…

paraquedas

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Que você superou seus limites e desafiou o seu medo? Que seus batimentos cardíacos estavam tão altos que poderiam ser ouvidos a qualquer distância? Faz tempo? Então é preciso repensar o que você está fazendo com a sua vida.

O mal do ser humano é acomodar-se. É mais fácil fazer o mesmo caminho para o serviço todos os dias. É mais fácil continuar no emprego estável que não te traz alegrias ou reconhecimento. É mais fácil não ter que economizar para fazer uma viagem com passagem só de ida. As pessoas envelhecem e vão perdendo o tônus, a motivação, a energia. Porque sair da inércia é muito difícil, exige muito esforço. Esforçar-se cansa e nem todos estão dispostos.

Quando você tenta algo novo, sempre existirão duas saídas: ou você desistirá no meio do caminho ou terá valido a pena tanto empenho. Na vida você nunca perde. Mesmo que se sinta um perdedor, saiba que você sempre ganha. Seja experiência, sabedoria, aprendizado… A questão é arriscar-se e voltar a sentir aquele frio na barriga.

Repito a pergunta: quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Você quer mudar de vida, mas tem medo de arriscar. Você quer mudar de emprego, mas não manda seu currículo para nenhuma empresa. Aliás, ele nem está atualizado. Você quer perder peso, mas não faz atividade física, não tem uma alimentação saudável e equilibrada. No fundo, talvez você espere que as coisas caiam do céu. Mas te aviso: nada vai acontecer se você não mudar suas atitudes“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein). 

Nunca é tarde para começar algo novo. Aprender a dirigir, aprender um outro idioma, fazer uma nova faculdade, um curso, uma viagem ou até mesmo pular de paraquedas. É preciso vencer o medo, a insegurança. “Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta. Não podemos nunca esquecer que os sonhos, a motivação, o desejo de ser livre, nos ajudam a superar esses monstros, vencê-los e utilizá-los como servos da nossa inteligência. Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá-la, criticá-la, usá-la” (Michel Foucault).

E quando você começar a mudar, verá muita gente contra, terá muita gente para te desanimar, desacreditar e desincentivar. Você será julgado, condenado. Porque a maioria vive na inércia do comodismo e não sairá dela nunca. “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música” (Friedrich Nietzsche). Não tenha medo de arriscar. Não tenha medo da opinião dos outros, você não deve nada a ninguém a não ser a você mesmo. E a maior dívida que você tem consigo mesmo é a de ser feliz.

Escute sua música interna e aumente o volume da sua vida. Saia da mesmice, inove-se, invente-se, aventure-se! Faça algo novo todos os dias. Não tenha medo de errar, de envolver-se, de machucar-se, não tenha medo do próprio medo. Use o seu tempo da melhor forma possível: vivendo! “Morre lentamente que não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece” (Pablo Neruda).

Inspirado no blog do Fernando Mesquita

Foto: atitudejovemm.blogspot.com

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É tempo de recomeçar – sonhos novos estão por vir

sonho

Antes de começar este texto, sinto-me no dever de explicar tanto tempo de ausência. Eu estava por aí, realizando um grande sonho. E realizar sonhos leva tempo, é preciso organização. E mesmo com tanto planejamento, às vezes as coisas não saem como esperado, o surpreendente é ainda melhor.

Passado o tempo de um sonho, agora é chegado o momento de continuar os projetos antigos e realizar novos sonhos. Porque os sonhos, ah… esses não devem nunca se esgotarem. Realiza um, entra outro na fila. Do contrário, o ser humano não dá conta, adoece. É bom viver de sonhos, mas não se deve viver só deles, porque melhor ainda é poder realizá-los. E ter perto de você a sensação indescritível de felicidade plena, realmente não tem preço. Bate um orgulho no peito, uma palpitação nos olhos, uma certa inverdade, porque quando você realiza um grande sonho, às vezes a “ficha” demora a cair, parece que aconteceu com outra pessoa, que talvez seja ilusão. Mas não, foi real. E o coração… não existem palavras para descreverem os sentimentos. Ainda não foram inventadas. O coração ainda está lá, nas alturas, em um céu cor de algodão doce, sabor de infância.

Se você já realizou um grande sonho, sabe exatamente do que estou falando. Agora, se está aí, apático, sem rumo, sem cor, sem graça, saiba que é sempre tempo de recomeçar, de somente começar ou de fazer completamente diferente. O mundo cabe na palma da sua mão.

“Sonhei que o fogo gelou, sonhei que a neve fervia, sonhei que ela corava quando me via. Sonhei que ao meio-dia havia intenso luar… Belo e sereno era o som, que lá do morro se ouvia, eu sei que o sonho era bom porque ela sorria, até quando chovia… Da noite raiava o sol que todo mundo aplaudia…” (Chico Buarque)

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Simples assim

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Viver é simples. A vida é simples. Mas viver, da forma mais profunda que se possa imaginar, é para os corajosos. É para aqueles que não têm medo da entrega, que dão a cara a tapa. Que estão dispostos a arriscar e receber da vida o aprendizado.

O problema é que muita gente quer coisas em excesso, tem metas muito altas e inatingíveis. O muito querer nos deixa complexos demais e acabamos nos perdendo no emaranhado de desejos. A vida então se torna complicada e as pessoas infelizes. As coisas começam a parecer muito distantes, as pessoas se acomodam e deixam de sonhar. “E tá cheio de sonho desempregado e isso é muito pior que viver sem emprego” (Grace Passô).

Carregue menos bagagem e seja mais leve. Se a meta está muito alta, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, mude-as. Se não gosta do que faz, reinvente-se. Crie uma nova realidade, invente seu próprio jogo, faça as regras e transforme o que for necessário para ser feliz! Tome as rédeas da sua vida e seja mais simples! “Simplicidade é isto, quando o coração busca uma coisa só: conserto para corpo e alma” (Rubem Alves).

Abra espaço no armário, na agenda, para rir, para pensar, para ler, para brincar, para sonhar, para viver experiências novas. Não endureça com os tropeços da vida, eles fazem parte. Não deseje outra coisa a não ser a necessidade de cada instante. Não desperdice seu tempo querendo ser o que não é. Cumpra o ritual de existir e que ninguém tente complicar, porque é preciso simplicidade para florescer.

“Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência” (Roberto Shinyashiki).

Foto: Viva Vida Diária

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Metamorfose

amigos

Chega uma hora na vida que você decide mudar. E você muda. Você não sabe como nem por que, mas de repente as coisas não soam da mesma forma. Isto se chama amadurecer.

Chega um tempo que você percebe que não tem um “milhão de amigos“. Tem colegas, pessoas interessadas, interesseiras, curiosas. Mas amigos mesmo, aqueles que você sempre pode contar, estes são raros. E não é fácil encontrá-los.

Um amigo pode te decepcionar vez ou outra. Normal, coisa de amigo. Família decepciona, mas o laço continua. Cabe a você decidir se esta decepção é muito forte a ponto de quebrar a corrente.

A forma com que você passa a enxergar cada pessoa de repente muda. Um grande amigo de confidências passa a ser somente uma pessoa para almoçar de vez em quando ou nem isso. Você começa a organizar as pessoas por ordem de importância em sua “prateleira da vida“. Algumas ficam à vista, na prateleira principal. Outras vão para o fundo da gaveta. São coisas da vida. E todo dia é dia de “faxina na alma“.

Chega um momento em que você percebe que doou-se e dedicou-se muito, mas não recebeu nada em troca. Então o laço quebra e transforma-se em outra coisa. Carinho, saudade, apenas consideração ou simplesmente respeito, que é o que se deve ter por qualquer ser humano. Porque intimidade mesmo, só com amigo.

Você percebe que não vale a pena esgoelar, chorar, bater as pernas. Algumas coisas não vão mudar. É necessário sabedoria e discernimento para saber em que (ou quem) você vai dedicar as suas forças. Aí você se acalma, respira e segue em frente. O tempo é tão curto que não vale a pena brigar por bobagens. Não vale a pena dedicar-se a quem não se dedica a você, esforçar-se para mudar a mente de pessoas inflexíveis. Simplesmente aceite as imperfeições da vida e das pessoas, nem tudo é passível de mudanças. Gaste as suas energias com pessoas e coisas que podem transformar a sua vida para melhor. E a vida delas também.

“A alma é uma borboleta… há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose…” (Rubem Alves)

Foto: Marlise Brito

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O tempo não para

tempo

Se há alguma coisa no mundo que você não consegue controlar, não tem poder algum sobre, é o tempo. Independentemente de nossa vontade, o tempo passa e sempre flui de maneira uniforme. Mas o intervalo entre dois instantes varia muito, afinal, o tempo é relativo e subjetivo.

O grande problema da modernidade é que ninguém mais tem tempo. Temos cada vez mais recursos tecnológicos acessíveis e disponíveis, mas estes recursos acabam distorcendo a nossa noção de tempo, porque se tudo está à mão tão rápido e fácil, não podemos esperar por mais nada. Não podemos dar margem ao tédio. Pior que não ter paciência para esperar é ter a nossa capacidade cada dia mais limitada. Você já não força a memória, não estimula o cérebro, você procura no Google.

O vídeo abaixo aborda este tema e faz o seguinte desafio: o apresentador nos provoca a assistir ao vídeo com duração de três minutos. Ele nos faz refletir sobre como estamos sujeitos ao imediatismo. Ansiosos pelo futuro, não podemos aguardar por ele, afinal, não temos tempo. Você será capaz de assisti-lo por inteiro?

Tempo é questão de prioridade. Você só encontra tempo para aquilo que é importante na sua vida. Que você tenha sabedoria e discernimento para distinguir o que merece seu tempo e sua atenção. “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”. (Maria Julia Paes de Silva)

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Nova infância

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Por que ficamos tão emocionados quando nos lembramos da nossa infância? “Porque sim não é resposta”. Isto se chama “nostalgia“. Nostalgia é a sensação de saudade causada pela lembrança de momentos vividos no passado ou de pessoas que estão distantes. Se a lembrança da sua infância emociona tanto é porque certamente ela foi bem vivida.

Quantas saudades do tempo em que nossa preocupação era tentar não morrer com a piscada do “assassino” no jogo Detetive ou então encontrar seus amigos perdidos no pique-esconde. E toda criança ficava chateada quando Bobby, Sheila, Presto, Diana, Hank e Eric não conseguiam voltar para casa (#@*% UNI!!!), mas bem que a tristeza passava logo porque haveria mais um episódio de Caverna do Dragão.

Se a sua infância não teve tablets ou smartphones, com certeza foi uma infância muito feliz! Se você pode dormir em uma cabana feita com lençóis na casa de seu melhor amigo, você é um privilegiado. Nesse tempo, diferentemente de hoje, os pais tinham mais preocupação (normal de qualquer pai) que medo. Hoje é mais difícil criar algum vínculo, parece que todos migraram para as redes sociais e moram no virtual.

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Saiba que a sua infância deixa tanta saudade porque naquela época você dava importância para as coisas que realmente eram importantes! Você sabia perfeitamente quem eram seus melhores amigos e os defendia a qualquer preço. Nem eram precisos 20 amigos, desde que você tivesse um especial.  Hoje seus amigos se resumem a quantas pessoas curtem seu perfil nas redes, você tem milhares deles, mas será que em todos eles você pode confiar? Você tinha hora para acordar, para comer e para dormir, “hora de morfar“. Hoje, pelo contrário, você fica horas no trabalho e às vezes almoça na frente do computador ou televisão. E ninguém mais tem tempo para nada.

Naquela época tínhamos tempo. Tempo para fazer o para-casa (as pesquisas eram em barsas, não no Google), para assistir ao nosso programa favorito (nem existiam tantos canais e a TV não tinha controle remoto), para ler um livro (todos da série Vagalume), para escutar uma história antes de dormir. Tínhamos tantos heróis para nos defender (He-man, Capitão Planeta, Jaspion, Chapolin Colorado…) que brincávamos na rua sem nenhuma preocupação.

Esta época deixa saudades porque nada era superficial. Porque pedia-se desculpas sem se preocupar com o orgulho ferido. Porque não se trocava de roupa com tanta frequência, trocavam-se papéis de carta, figurinhas ou tazos. Que esta nostalgia toda o faça lembrar das coisas que têm valor. Volte a ser criança e preserve a inocência da vida! Se “recordar é viver“, que você possa fazer do seu presente um tempo inesquecível, para que lá na frente suas recordações tragam somente felicidade e nenhum arrependimento.

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A vida é o que melhor há na vida

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Ninguém está sempre feliz, é normal ter alguns dias ruins, mas que isto não se torne regra. E o problema está aí: quando a negatividade vira padrão. A cada dia é mais comum deparar-se com pessoas mal-humoradas, rancorosas, amargas. Pessoas que só fazem questão de criticar. Gente que se endureceu com as asperezas da vida. Gente que não elogia, que coloca você para baixo, gente desanimada com o mundo e que te desanima também. Você pode ter reconhecido alguém nesta descrição, mas tome cuidado para não se tornar uma pessoa assim.

Infelizmente, o problema pode ser mais grave que uma simples falta de educação. Algumas pessoas podem ser mal-humoradas por sofrerem de uma doença chamada distimia. A pessoa que sofre de distimia é explosiva, apresenta um desvio de personalidade, passa o tempo todo mal-humorada e a irritabilidade é sua maior companhia. “Enquanto a pessoa com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando”, diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3% da população do planeta – cerca de 180 milhões de pessoas – sofrem com esse distúrbio e quando não tratadas tendem a se isolar. É difícil saber quem realmente sofre da doença ou quem está apenas enfrentando um momento ruim. Fato é que todos os dias nos deparamos com pessoas estressadas no trânsito, brigando e gritando por qualquer motivo, intolerantes, grosseiras, rudes, impacientes.

Nada há o que fazer se o seu interior está confuso. Se você está passando por um momento ruim, pare por um minuto. Respire fundo. Por que tanta negatividade? O mundo não é tão ruim assim, sempre existem dois lados para tudo. Se você não consegue enxergar lado nenhum, procure ajuda, ajuda médica, ajuda de um amigo, um ombro para desabafar. Comece a mudar o seu comportamento, mude a rotina, desacomode-se, pare e pense antes de agir, cerque-se por relacionamentos saudáveis, coma bem, durma bem, contagie-se por pensamentos positivos e doe-se. A melhor forma de fazer bem a si mesmo é fazendo bem ao outro.

A vida é o que melhor há na vida. Não permita que a negatividade derrube as esperanças de seu coração. Sorria e encha-se de alegria!  “Se a vida estiver muito amarga, dá uma sacudida, às vezes o açúcar está no fundo” (Autor desconhecido).

Fontes: Folha de São Paulo, Instituto de Psiquiatria, Doutor Drauzio Varella

Foto: VGPhotography9

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Dê às pessoas amor, não o seu like

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O mundo acabou e ninguém percebeu. Acabaram-se os abraços, a intimidade, os olhos nos olhos. Acabou-se a paciência. A vida acabou em apenas um “click e todos se tornaram escravos da tecnologia. Acabou-se o medo, a insegurança, acabaram-se os anseios e problemas. Ninguém mais tem problemas, não se ouve mais falar deles. Porque todo mundo é feliz, lindo, popular e cercado por amigos. Será?

Você pode ser seguido por milhares de pessoas no Facebook, Instagram, Twitter, mas quantos o conhecem de verdade? Para quantos você abriria o coração e realmente compartilharia algo pessoal? Algo que o atormenta, que tira o seu sono ou algo pelo qual você suspire e o faça sonhar? Para um amigo de verdade, você poderia aparecer de pijama ou com pantufas, sem maquiagem, sem o “look do dia”, sem máscaras, sem se esconder. Apenas sendo você mesmo. Mas hoje em dia, quem se mostra de verdade?

Ninguém quer ser realmente exposto por medo de ser julgado, criticado, sentir-se inferior ou humilhado. Mas os “amigos” do seu perfil só trazem a ilusão de inclusão. Porque, no fundo, você está sozinho. Você se permitiu cair nesta armadilha e não percebe que está errado conferir o celular pela manhã antes mesmo de levantar-se da cama. Que está errado conferir o tempo pelo seu aplicativo no smartphone ao invés de abrir a janela. Os valores estão invertidos e ninguém parece notar.

Autoimagem, autopromoção, você se vende como se fosse um produto. E a vida vai ficando cada vez mais artificial. Nada preenche, nada acalma. O tempo todo atualizando o perfil para ver quantas curtidas sua foto recebeu. Pessoas cada vez mais ansiosas, agitadas, intolerantes, antissociais. A emoção vai ficando de fora, o sentimento também. E o vazio? Este continua lá, não importa o número de likes.

Desconecte-se da necessidade de ser curtido e definido. Esteja lá de verdade. Não finja ouvir ou prestar atenção. Dedique seu coração e sua alma a quem esteja ao seu lado. Dê à vida mais atenção e não a desperdice com um click. Esteja presente para escutar seu melhor amigo contar sobre a viagem dos sonhos dele, para sua melhor amiga contar sobre como está apaixonada. Esteja presente para escutar um verdadeiro e sincero “eu te amo“, para dar boa noite aos seus filhos. Se você fica muito tempo “olhando para baixo”, não vê as oportunidades que perde. Dê uma chance para ser feliz! “Dê às pessoas amor, não o seu like.

Confira o vídeo abaixo e comece a olhar para cima!

Foto: Revista Afrodite

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