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Pela primeira vez…

paraquedas

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Que você superou seus limites e desafiou o seu medo? Que seus batimentos cardíacos estavam tão altos que poderiam ser ouvidos a qualquer distância? Faz tempo? Então é preciso repensar o que você está fazendo com a sua vida.

O mal do ser humano é acomodar-se. É mais fácil fazer o mesmo caminho para o serviço todos os dias. É mais fácil continuar no emprego estável que não te traz alegrias ou reconhecimento. É mais fácil não ter que economizar para fazer uma viagem com passagem só de ida. As pessoas envelhecem e vão perdendo o tônus, a motivação, a energia. Porque sair da inércia é muito difícil, exige muito esforço. Esforçar-se cansa e nem todos estão dispostos.

Quando você tenta algo novo, sempre existirão duas saídas: ou você desistirá no meio do caminho ou terá valido a pena tanto empenho. Na vida você nunca perde. Mesmo que se sinta um perdedor, saiba que você sempre ganha. Seja experiência, sabedoria, aprendizado… A questão é arriscar-se e voltar a sentir aquele frio na barriga.

Repito a pergunta: quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Você quer mudar de vida, mas tem medo de arriscar. Você quer mudar de emprego, mas não manda seu currículo para nenhuma empresa. Aliás, ele nem está atualizado. Você quer perder peso, mas não faz atividade física, não tem uma alimentação saudável e equilibrada. No fundo, talvez você espere que as coisas caiam do céu. Mas te aviso: nada vai acontecer se você não mudar suas atitudes“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein). 

Nunca é tarde para começar algo novo. Aprender a dirigir, aprender um outro idioma, fazer uma nova faculdade, um curso, uma viagem ou até mesmo pular de paraquedas. É preciso vencer o medo, a insegurança. “Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta. Não podemos nunca esquecer que os sonhos, a motivação, o desejo de ser livre, nos ajudam a superar esses monstros, vencê-los e utilizá-los como servos da nossa inteligência. Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá-la, criticá-la, usá-la” (Michel Foucault).

E quando você começar a mudar, verá muita gente contra, terá muita gente para te desanimar, desacreditar e desincentivar. Você será julgado, condenado. Porque a maioria vive na inércia do comodismo e não sairá dela nunca. “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música” (Friedrich Nietzsche). Não tenha medo de arriscar. Não tenha medo da opinião dos outros, você não deve nada a ninguém a não ser a você mesmo. E a maior dívida que você tem consigo mesmo é a de ser feliz.

Escute sua música interna e aumente o volume da sua vida. Saia da mesmice, inove-se, invente-se, aventure-se! Faça algo novo todos os dias. Não tenha medo de errar, de envolver-se, de machucar-se, não tenha medo do próprio medo. Use o seu tempo da melhor forma possível: vivendo! “Morre lentamente que não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece” (Pablo Neruda).

Inspirado no blog do Fernando Mesquita

Foto: atitudejovemm.blogspot.com

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Sem medo de brilhar

brilho

 

O medo pode paralisar. Pode te impedir de realizar um grande sonho. Ser inteligente assusta. Ser talentoso assusta. Destacar-se assusta. A inteligência, a capacidade, a criatividade, a inovação, tudo isso implica mais responsabilidade e, talvez, nenhum reconhecimento. Mas quem se importa? É por falta de reconhecimento que você irá se render à mediocridade? Não tenha medo de ser grande.

Medíocre quer dizer pequeno, sem grande valor intelectual ou capacidade para realizar algo.  Medíocre é aquele que se sente ameaçado a todo momento, por qualquer pessoa, mas também não está disposto a assumir uma posição de liderança, contribuir com ideias e ser criativo, porque isso dá trabalho demais. Medíocre é aquele que acha que já sabe tudo e nada mais precisa aprender, é arrogante, mesquinho. Medíocre na verdade tem medo. Tem medo de brilhar. E o brilho do outro ofusca.

Não se render à mediocridade também não quer dizer que você tenha que atirar pedras a todo momento para defender suas ideias. Até que ponto vale a pena? Não se render à mediocridade é não ter medo de se aventurar e compartilhar sua imaginação. É não se esconder atrás de ninguém, nem atrás dos próprios medos e inseguranças. É não deixar que o hábito e a rotina corrompam. “Ocorre que ainda somos camelos e temos sobre as costas um peso que nos fatiga e não nos permite o mergulho pleno nesta liberdade”. (Trecho de O Homem Medíocre, José Ingenieros)

E quando você se permite brilhar, este é o momento crítico, pois não há volta. É preciso enfrentar o que o impede de seguir seu caminho. É não dar espaço ao medo, é não dar as costas aos sonhos, é não reclamar por não ter vivido. É arriscar-se e tomar as rédeas da própria vida. Porque não se pode amar pela metade, viver de mentiras, nem voar com os pés no chão (Clarice Lispector).

Foto: Cláudio Lacerda

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